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Ansiedade, Estresse ou Depressão? Entenda as Diferenças e Como Cuidar

  • Foto do escritor: Sabrina Ramos Maurer
    Sabrina Ramos Maurer
  • há 7 horas
  • 2 min de leitura

Vivemos em estado de aceleração. Informação constante, produtividade como medida de valor, pouco espaço para pausa. Nesse cenário, sentir-se sobrecarregado virou quase regra. Mas nem todo cansaço é igual — e entender a diferença muda a forma como cuidamos da saúde emocional.

Estresse: o corpo em alerta prolongado

O estresse é uma resposta natural de adaptação. Ele surge quando percebemos uma demanda maior do que nossos recursos disponíveis naquele momento. Em curto prazo, pode ser funcional: aumenta foco, energia e desempenho.

O problema começa quando o estado de alerta se prolonga. O corpo permanece ativado, como se a ameaça nunca cessasse. Surgem irritabilidade, tensão muscular, fadiga, dificuldade de concentração e alterações no sono.O estresse crônico não é fraqueza — é um organismo que não teve tempo de recuperar o equilíbrio.

Ansiedade: quando o sistema de alerta perde a medida

Ansiedade não é apenas “medo do futuro”.É quando a mente superestima ameaças e subestima a própria capacidade de enfrentamento.

O “e se…” ganha força. O pensamento acelera. O corpo responde com aperto no peito, insônia, inquietação. Para aliviar o desconforto, a pessoa começa a evitar situações ou cria comportamentos de segurança — e é justamente essa evitação que mantém o ciclo ativo.

A ansiedade se sustenta menos pelo perigo real e mais pela tentativa constante de impedir que algo dê errado.

Depressão: o esvaziamento da energia psíquica

Depressão não é apenas tristeza.É uma redução significativa da energia vital.

O que antes gerava prazer perde o sentido. Há diminuição de iniciativa, alterações no sono e no apetite, sentimento de culpa excessiva ou inutilidade. Não se trata de falta de esforço — trata-se de um sistema emocional que entrou em colapso após sobrecarga prolongada, perdas ou padrões persistentes de autocrítica.

Enquanto a ansiedade vive no futuro, a depressão frequentemente aprisiona no passado — e ambas desconectam do presente.

             O que ajuda, de forma consistente?

Cuidar da saúde emocional não envolve soluções mágicas, mas estratégias sustentáveis:

  • Identificar padrões de pensamento recorrentes.

  • Questionar interpretações automáticas.

  • Reduzir comportamentos de evitação.

  • Proteger sono, rotina e energia.

  • Estabelecer limites claros.

  • Manter vínculos significativos.

E quando os sintomas persistem por semanas ou começam a comprometer trabalho, relações ou autoestima, buscar ajuda profissional não é exagero — é responsabilidade consigo mesmo.

A psicoterapia, especialmente abordagens estruturadas como a Terapia Cognitivo-Comportamental, ajuda a reorganizar padrões mentais e comportamentais que mantêm o sofrimento ativo. Em alguns casos, acompanhamento psiquiátrico também é necessário.

Sentir faz parte da experiência humana.Mas viver permanentemente em alerta ou esvaziamento não precisa ser o normal.

Saúde emocional não é luxo.É base para uma vida com mais clareza, equilíbrio e significado.

 


 
 
 

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Sabrina Ramos Maurer
Psicóloga | Terapia Cognitivo-Comportamental
CRP 07/38112

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