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Procrastinação: por que você adia justamente aquilo que sabe que precisa fazer?

Foto do escritor: Sabrina Ramos Maurer
Sabrina Ramos Maurer
há 3 horas
2 min de leitura

“Eu sei que preciso fazer.”

“Eu sei que vai me prejudicar deixar para depois.”

“Eu até quero fazer.”

Mas você adia.

Abre o celular.

Organiza outra coisa.

Resolve tarefas menores.

Promete que começará mais tarde.

E, quando percebe, o prazo está próximo e a ansiedade aumentou.

A procrastinação costuma ser interpretada como preguiça.

Mas nem sempre é isso.

Procrastinar é também regular emoções

Uma tarefa pode provocar desconforto.

Pode gerar tédio.

Medo de errar.

Perfeccionismo.

Insegurança.

Sensação de incapacidade.

Quando você evita a tarefa, esse desconforto diminui temporariamente.

E é justamente aí que o comportamento pode se fortalecer.

Você sente desconforto → evita → sente alívio.

O cérebro aprende que evitar funciona para reduzir o desconforto naquele momento.

O problema é que a tarefa continua existindo.

O ciclo da procrastinação

Imagine:

“Preciso terminar esse relatório.”

Surge o pensamento:

“Vai dar muito trabalho.”

Você decide fazer depois.

Sente alívio.

Algumas horas passam.

A tarefa continua pendente.

O pensamento muda:

“Agora está tarde demais.”

Surge ansiedade.

Você evita novamente.

Depois aparece culpa:

“Eu nunca consigo fazer nada no prazo.”

A culpa aumenta a percepção de dificuldade.

E o ciclo continua.

Perfeccionismo e procrastinação

Existe uma relação importante entre procrastinação e perfeccionismo.

Se você acredita que precisa fazer algo muito bem, começar pode se tornar ameaçador.

“Preciso fazer perfeito.”

“Não posso errar.”

“Tenho que estar inspirada.”

Essas exigências aumentam o custo emocional de começar.

Então, paradoxalmente, quanto mais importante a tarefa, maior pode ser a vontade de evitá-la.

A solução não é esperar vontade

Um dos maiores problemas da procrastinação é esperar sentir motivação antes de agir.

Muitas vezes, a sequência mais eficiente é diferente:

ação → experiência de progresso → aumento da motivação.

Por isso, começar pequeno pode ser mais útil do que esperar disposição.

Em vez de:

“Hoje vou terminar tudo.”

experimente:

“Vou trabalhar nessa tarefa durante dez minutos.”

O objetivo inicial não precisa ser concluir.

Pode ser apenas começar.

O que observar?

Pergunte:

  • O que sinto imediatamente antes de procrastinar?

  • Que pensamento aparece?

  • O que faço para escapar do desconforto?

  • O que ganho imediatamente ao adiar?

  • E o que perco depois?

  • Estou tentando evitar uma tarefa ou a sensação que a tarefa provoca?

Essa última pergunta pode ser especialmente importante.

Porque, em alguns casos, o problema não é a tarefa em si.

É aquilo que você sente quando pensa nela.

Quando a procrastinação se torna um padrão

Se o adiamento interfere repetidamente no trabalho, estudos, organização da vida ou projetos pessoais, pode ser importante compreender quais mecanismos estão mantendo esse comportamento.

A TCC trabalha com estratégias práticas para identificar pensamentos, emoções e comportamentos envolvidos e construir respostas alternativas.

A mudança não começa necessariamente quando você finalmente sente vontade.

Às vezes, começa quando você aprende a agir mesmo com algum desconforto.

Sabrina Ramos Maurer

Psicóloga | Terapia Cognitivo-Comportamental

CRP 07/38112



 
 
 

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Sabrina Ramos

Maurer

Psicóloga

Credenciais

 

CRP 07/38112

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Especialista em TCC

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